11.9.08

mundo de cores.

passeio por aí e,
mesmo com o passo
rápido com que ando,
posso vislumbrar um
turbilhão de cores.

todas linda, algumas soltas,
várias caminham alinhadas.

eu, cheio de sorrisos,
cumprimento todas com
sorriso grande e alguns
versos que sei de cabeça.

por serem muitas,
não consigo listá-las, com
certeza, em ordem alfabética.
na verdade, não sei nem o
nome correto de todas elas!

mas não desdenho nenhuma -
nesse mundo tão cinza,
qualquer cor merece ser tratada
com grande reverência.

cores estavam aqui antes de
todo resto e não morrem nem
conosco, nem com coisa alguma.

cores não tem alma, não sofrem,
não amam, não velam outras cores.
apenas têm a inebriante função
de fustigar nossos olhos.

e nós, seres mortais e cheios de
sentimentos, temos a pequena
função de enxergá-las com olhos
marejados e acolhê-las com amor.

mas, às vezes, apenas deixamos
que definhem em cantos medonhos,
entre ervas daninhas e muros,
no escuro, no fim (do dia, da vida).

e antes de deixarmos que sumam
de nosso planeta, para dar lugar
ao não-cor nublado de nossos
corações cada vez mais machucados,
devemos lembrar que cores
são a mais bela e simples
representação dos nossos sonhos.

sem cores não há.
sem cores não somos.

Nenhum comentário: